oplanetadosmacacospoliticos
Este blog apenas reporta a realidade, sem seguir cartilhas políticas ou ideológicas, nem apoia extremismos de esquerda ou direita.Não toma partido em questões geo-políticas(sem deixar de condenar crimes de Guerra) .
A Caminho dos 50 Anos de Regime "Democrático"
Quinta-feira, 08.02.24

“A democracia portuguesa comemora os 50 anos do 25 de Abril, os 50 anos das eleições livres e os 50 anos da Constituição numa desordem institucional jamais vista. Festejam-se com quatro eleições, três dissoluções de parlamentos e assembleias legislativas, três governos demitidos” --- António Barreto



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9 comentários
De O apartidário a 08.02.2024 às 10:28
“Os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos, não têm influência no apuramento do número de votos obtidos por cada candidatura e na sua conversão em mandatos”, esclarece a CNE. E mesmo que os votos brancos e nulos sejam em maior número do que os votos nas candidaturas, “a eleição é válida e os mandatos apurados tendo em conta os votos validamente expressos nas candidaturas.”
https://executivedigest.sapo.pt/noticia s/legislativas-os-votos-em-branco-ou-nul os-influenciam-os-resultados-eleitorais/
https://executivedigest.sapo.pt/noticia
De Ricardo a 19.02.2024 às 17:30
Os portugueses que não votam podem ser "substituidos" por estrangeiros (no caso brasileiros com suposta dupla nacionalidade)? Tomem nota então.
Associações, coletivos e comités populares de brasileiros vão realizar campanhas de sensibilização para a importância do voto dos imigrantes do Brasil com dupla nacionalidade nas eleições de março em Portugal, foi hoje anunciado.
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/or ganizacoes-vao-apelar-ao-voto-de-imigran tes-brasileiros-com-dupla-nacionalidade
Associações, coletivos e comités populares de brasileiros vão realizar campanhas de sensibilização para a importância do voto dos imigrantes do Brasil com dupla nacionalidade nas eleições de março em Portugal, foi hoje anunciado.
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/or
De O apartidário a 19.02.2024 às 17:38
E depois admirem-se. E além disso tome nota nesta proposta (finalmente um serviço público de jeito por parte do poligrafo do sapo)
https://poligrafo.sapo.pt/fact-chec k/be-propoe-direito-de-voto-a-qualquer-i migrante-que-esteja-em-portugal-desde-qu e-tenha-autorizacao-de-residencia
https://poligrafo.sapo.pt/fact-chec
De O apartidário a 08.02.2024 às 13:55
Também deste blog (prioridades dos governos PS e de seus parceiros de esquerda paralamentar)
https://oplanetadosmacacospoliticos.blo gs.sapo.pt/prioridades-da-maioria-parala mentar-73511
https://oplanetadosmacacospoliticos.blo
De O apartidário a 19.02.2024 às 16:27
“Toda a verdade passa por três fases: primeiro é apelidada de ridícula, depois é hostilizada e por fim é considerada uma evidência” --- Arthur Schopenhauer
De O apartidário a 19.02.2024 às 16:32
“Houve jeito para distribuir, faltou o talento para produzir. Houve vontade de educar, não existiu competência para ensinar. Multiplicaram-se direitos, reduziram-se os deveres. A festa acabou. Mal e tristemente. Se ao menos, em vez de festa, tivéssemos trabalho, estudo, organização, gestão, igualdade e democracia…” --- António Barreto
De O apartidário a 19.02.2024 às 16:34
A rever de outro blog (excepto no pessimismo)
https://aesquinadorio.blogs.sapo.pt/n a-cauda-da-europa-excepto-no-627038
https://aesquinadorio.blogs.sapo.pt/n
De O apartidário a 12.02.2024 às 09:31
Spínola: o livro, a oposição e o monóculo de um general que falou antes da revolução
11 fev. 2024, 02:18
Observador
"O General que Começou o 25 de Abril Dois Meses Antes dos Capitães" é o livro de João Céu e Silva que conta a história do livro "Portugal e o Futuro". O Observador faz a publicação de dois excertos.
Qual foi o papel do livro do general António de Spínola na preparação do golpe militar do 25 de Abril de 1974? A resposta está no livro “O General que Começou o 25 de Abril Dois Meses Antes dos Capitães”, no qual o autor, João Céu e Silva, refaz o terramoto político que o livro “Portugal e o Futuro” provocou no regime no dia em que foi publicado, a 22 de fevereiro de 1974, e até à queda da ditadura, dois meses depois. O militar mais prestigiado de então destruía a política ultramarina em apenas seis palavras: “A vitória exclusivamente militar é inviável”, e exigia uma solução política para o conflito armado em Angola, Moçambique e Guiné.
Após ler o livro de Spínola, Marcelo Caetano pressentiu que a revolta militar estava a caminho e pediu de imediato a demissão do Governo, que o Presidente Américo Tomás recusou com a justificação de que “se for ao fundo, vamos todos”. Entre as reações a “Portugal e o Futuro” seguiu-se a exoneração dos chefes de Estado Maior das Forças Armadas, Spínola e Costa Gomes, um ato de vassalagem dos oficiais fieis que ficaram conhecidos pela Brigada do Reumático, o levantamento militar frustrado das Caldas da Rainha a 16 de março, que exigiu uma reorganização total do golpe do 25 de Abril em preparação, e uma remodelação do Governo.
Para os capitães do Movimento das Forças Armadas, o livro de Spínola foi a bíblia que seduziu os militares hesitantes em aderir ao Movimento. As teses defendidas por Spínola não eram, no entanto, coincidentes com as dos militares revoltosos e, apesar de os capitães vitoriosos autorizarem Spínola a receber o poder das mãos de Caetano e o terem nomeado presidente da Junta de Salvação Nacional, rapidamente se uniram contra o militar que deixara com o seu livro o regime amorfo e incapaz de reagir ao golpe militar. Daí que “Portugal e o Futuro” tenha sido “enclausurado” até hoje, como refere Ramalho Eanes num dos muitos depoimentos recolhidos em “O General que Começou o 25 de Abril Dois Meses Antes dos Capitães”, testemunhos que revelam a importância de um livro que vendeu 230 mil exemplares nos dois meses após a sua edição e que os capitães fizeram questão de apagar da História nos últimos cinquenta anos.
https://observador.pt/especiais/spi nola-o-livro-a-oposicao-e-o-monoculo-de-u m-general-que-falou-antes-da-revolucao/
11 fev. 2024, 02:18
Observador
"O General que Começou o 25 de Abril Dois Meses Antes dos Capitães" é o livro de João Céu e Silva que conta a história do livro "Portugal e o Futuro". O Observador faz a publicação de dois excertos.
Qual foi o papel do livro do general António de Spínola na preparação do golpe militar do 25 de Abril de 1974? A resposta está no livro “O General que Começou o 25 de Abril Dois Meses Antes dos Capitães”, no qual o autor, João Céu e Silva, refaz o terramoto político que o livro “Portugal e o Futuro” provocou no regime no dia em que foi publicado, a 22 de fevereiro de 1974, e até à queda da ditadura, dois meses depois. O militar mais prestigiado de então destruía a política ultramarina em apenas seis palavras: “A vitória exclusivamente militar é inviável”, e exigia uma solução política para o conflito armado em Angola, Moçambique e Guiné.
Após ler o livro de Spínola, Marcelo Caetano pressentiu que a revolta militar estava a caminho e pediu de imediato a demissão do Governo, que o Presidente Américo Tomás recusou com a justificação de que “se for ao fundo, vamos todos”. Entre as reações a “Portugal e o Futuro” seguiu-se a exoneração dos chefes de Estado Maior das Forças Armadas, Spínola e Costa Gomes, um ato de vassalagem dos oficiais fieis que ficaram conhecidos pela Brigada do Reumático, o levantamento militar frustrado das Caldas da Rainha a 16 de março, que exigiu uma reorganização total do golpe do 25 de Abril em preparação, e uma remodelação do Governo.
Para os capitães do Movimento das Forças Armadas, o livro de Spínola foi a bíblia que seduziu os militares hesitantes em aderir ao Movimento. As teses defendidas por Spínola não eram, no entanto, coincidentes com as dos militares revoltosos e, apesar de os capitães vitoriosos autorizarem Spínola a receber o poder das mãos de Caetano e o terem nomeado presidente da Junta de Salvação Nacional, rapidamente se uniram contra o militar que deixara com o seu livro o regime amorfo e incapaz de reagir ao golpe militar. Daí que “Portugal e o Futuro” tenha sido “enclausurado” até hoje, como refere Ramalho Eanes num dos muitos depoimentos recolhidos em “O General que Começou o 25 de Abril Dois Meses Antes dos Capitães”, testemunhos que revelam a importância de um livro que vendeu 230 mil exemplares nos dois meses após a sua edição e que os capitães fizeram questão de apagar da História nos últimos cinquenta anos.
https://observador.pt/especiais/spi
De O apartidário a 12.02.2024 às 09:40
O que falha há 50 anos em Portugal?
Em 2019 Ventura prometia ser o maior partido em oito anos – ainda faltam três. Se os partidos do regime continuarem a distrair-se com raminhos de coentros ou de hortelã talvez a profecia se concretize
12 fev. 2024, 00:10 no Observador
Ainda se lembram quando o CHEGA teve que fazer noitada para saber se André Ventura era eleito deputado? Foi nas eleições legislativas de 2019, com 1,3%, 66.442 votos. Nessa altura, Ventura prometia ser o maior partido em oito anos – ainda faltam três. Se os partidos do regime continuarem a distrair-se com raminhos de coentros ou de hortelã, talvez a profecia se concretize.
As eleições nos Açores vieram mostrar que a impulsividade é má conselheira da prudência, não ilumina o caminho que é, simultaneamente, feito de experiência e bom senso. Em política nem tudo é tática, simulação ou jogada de corpo. Mas há quem se confunda ao não distinguir com clarividência os dois conceitos. Se a ideia é obrigar o PSD a procurar conforto nos deputados do CHEGA para sustentar o governo da AD, receio que o PS Açores se deixe seduzir pelo impulso e siga o pensamento de Pedro Nuno Santos, ao recusar um governo minoritário da AD nas eleições de 10 de março. Se o PS Açores o fizer, corre o risco de votar ao lado do CHEGA para inviabilizar o governo de Bolieiro – seria um paradoxo inadmissível.
No passado, uma maioria negativa – do BLOCO ao CDS –, derrubou um governo do PS, cada um com os seus argumentos. Agora o CHEGA é quem mais engorda com as crises políticas. A miopia dos que sacrificam a defesa do regime ao tacticismo partidário potenciará a gritaria antissistema convertendo-se numa mancha populista com grande expressão parlamentar. Se continuarem a alimentar a cobra com “leite açoriano”, ela crescerá o suficiente, como tem acontecido, e não terá pudor em ficar obeso à custa do PS e PSD. O seu objetivo é subir a escada do sistema, que diz combater, e instalar-se nos palácios. Ventura apressou-se a dizer que já estavam a trabalhar para encontrarem uma solução governativa para quatro anos, nos Açores, como se tivesse ganho as eleições – passou de dois para cinco deputados.
António Vilhena no Observador
https://observador.pt/opiniao/o-que-fal ha-ha-50-anos-em-portugal/
Em 2019 Ventura prometia ser o maior partido em oito anos – ainda faltam três. Se os partidos do regime continuarem a distrair-se com raminhos de coentros ou de hortelã talvez a profecia se concretize
12 fev. 2024, 00:10 no Observador
Ainda se lembram quando o CHEGA teve que fazer noitada para saber se André Ventura era eleito deputado? Foi nas eleições legislativas de 2019, com 1,3%, 66.442 votos. Nessa altura, Ventura prometia ser o maior partido em oito anos – ainda faltam três. Se os partidos do regime continuarem a distrair-se com raminhos de coentros ou de hortelã, talvez a profecia se concretize.
As eleições nos Açores vieram mostrar que a impulsividade é má conselheira da prudência, não ilumina o caminho que é, simultaneamente, feito de experiência e bom senso. Em política nem tudo é tática, simulação ou jogada de corpo. Mas há quem se confunda ao não distinguir com clarividência os dois conceitos. Se a ideia é obrigar o PSD a procurar conforto nos deputados do CHEGA para sustentar o governo da AD, receio que o PS Açores se deixe seduzir pelo impulso e siga o pensamento de Pedro Nuno Santos, ao recusar um governo minoritário da AD nas eleições de 10 de março. Se o PS Açores o fizer, corre o risco de votar ao lado do CHEGA para inviabilizar o governo de Bolieiro – seria um paradoxo inadmissível.
No passado, uma maioria negativa – do BLOCO ao CDS –, derrubou um governo do PS, cada um com os seus argumentos. Agora o CHEGA é quem mais engorda com as crises políticas. A miopia dos que sacrificam a defesa do regime ao tacticismo partidário potenciará a gritaria antissistema convertendo-se numa mancha populista com grande expressão parlamentar. Se continuarem a alimentar a cobra com “leite açoriano”, ela crescerá o suficiente, como tem acontecido, e não terá pudor em ficar obeso à custa do PS e PSD. O seu objetivo é subir a escada do sistema, que diz combater, e instalar-se nos palácios. Ventura apressou-se a dizer que já estavam a trabalhar para encontrarem uma solução governativa para quatro anos, nos Açores, como se tivesse ganho as eleições – passou de dois para cinco deputados.
António Vilhena no Observador
https://observador.pt/opiniao/o-que-fal