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Esta Ocidental Europa é uma Charada(e Portugal faz Parte)

Terça-feira, 10.12.24

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Uma espécie (imagem acima) de faroeste nas greves lusi-tanas

 

A seguir uma parte do artigo 'Um Presidente que nos faça regressar à maioridade' do sapo opiniāo (link no fim do texto) 

"Nos últimos tempos, e sem equiparar a gravidade dos actos e das omissões, vimos polícias cercar o espaço onde dois candidatos a primeiro-ministro debatiam, procurando coagir o poder político. Condescendemos com boicotes recorrentes (não raras vezes, vá-se lá saber porquê, às sextas-feiras) à educação, perpetrados por quem devia ter um compromisso maior com a aprendizagem das nossas crianças e jovens do que com filiações partidárias ou sindicais. Assistimos, impávidos e serenos, ao incumprimento reiterado de serviços mínimos nas greves no sector dos transportes, prejudicando quem menos tem e quem menos pode. Testemunhámos a não imposição de serviços mínimos em tempo útil na paralisação de um serviço de emergência médica, tendo essa situação redundado em mortes.

Como corolário dos episódios pouco edificantes, em que a justeza dos fins foi dinamitada pela irrazoabilidade dos meios, observámos bombeiros sapadores a sitiar a sede do governo, usando tochas e petardos, ao melhor estilo das inomináveis claques da bola. Ao mesmo tempo, ouvimos partidos ditos de direita fazer a apologia do direito à greve nas forças policiais, uma contradição insanável para qualquer organização que se arrogue defensora da lei e da ordem. E, pior ainda, uma ministra da Administração Interna que, aos papéis, até admite discutir tamanho absurdo.

Enquanto o país político e o país mediático fingem que nada se passa, nada se move e nada se transforma, entretendo-se e enredando-se em sondagens, cenários e futurologia de algibeira para a qual ninguém tem paciência e procurando, com inatacável zelo e inigualável criatividade, quem não se apoquente demasiado com a degradação institucional e social a que temos sido votados, há quem esteja disponível para algo estruturalmente diferente, tendo a mudança o epicentro no Palácio de Belém, com todos os efeitos que isso poderá ter no nosso regime

Por mim, antecipo, bastaria alguém que nos devolvesse a maioridade. Alguém que não prescinda da exigência que é devida a gente capaz e recuse cobrir-nos de comiseração que se dispensa, sim, aos desvalidos. Alguém parcimonioso no uso do verbo, mas não na franqueza; que pondere na decisão, mas não seja tíbio na acção. Que, mais do que a vacuidade dos afectos, tenha um desígnio nacional que sobreviva às manchetes das sextas-feiras. Que seja feliz na relação com outros órgãos de soberania, mas que tenha razões atendíveis para isso, poupando-nos às traquinices características da primária e às intrigas próprias do secundário. Que, mais do que um fotógrafo de misérias presentes, seja um pintor de ambições inimagináveis e um cultor de prosperidade futura. Alguém que, sem dizer que “colinho dá a mãe em casa”, não tema recordar-nos daquilo que somos: adultos.  https://www.sapo.pt/opiniao/artigos/um-presidente-que-nos-faca-regressar-a-maioridade

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publicado por O apartidário às 15:38


8 comentários

De O apartidário a 10.12.2024 às 16:00

Três jovens detidos na Alemanha(Domingo 8 Dezembro) por suspeitas de estarem a preparar um atentado
Entre os detidos estão dois irmãos germano-libaneses de 15 e 20 anos suspeitos de terem "preparado concretamente um atentado" motivado por uma "profunda simpatia pelo grupo terrorista Estado Islâmico".
https://sicnoticias.pt/mundo/2024-12-10-tres-jovens-detidos-na-alemanha-por-suspeitas-de-estarem-a-preparar-um-atentado-5c2bbae0

De Ricardo a 10.12.2024 às 18:06

E a Alemanha vai ter eleições já no início de 2025. Com tais notícias(no último ano tem havido um grande corropio de acções anti-terroristas) e com a crise económica e política não sei não.

De O apartidário a 27.12.2024 às 11:16

"Sensações" de insegurança na Espanha:

En este revelador programa, analizamos en profundidad la creciente crisis migratoria que enfrenta España, especialmente en las Islas Canarias, donde las llegadas de inmigrantes ilegales podrían superar las 50,000 personas en 2024. Rubén Pulido desglosa los datos más recientes y alarmantes, señalando cómo las rutas marítimas están siendo utilizadas por mafias organizadas con total impunidad.

También exploramos el papel de las ONG y las políticas gubernamentales que, lejos de frenar esta situación, parecen favorecerla, generando un negocio millonario a costa de vidas humanas y del aumento de la inseguridad en el país.

En esta entrevista, también abordamos temas de actualidad relacionados con la delincuencia y la seguridad. Analizamos el secuestro en el barrio madrileño de Carabanchel, donde una joven fue retenida por un grupo de origen magrebí que exigió un rescate a su familia.

Discutimos cómo operan estos grupos y por qué los sistemas judiciales y de inmigración están fallando a la hora de prevenir este tipo de delitos.

Además, hablamos de los recientes atentados en Europa, como el caso ocurrido en Alemania, y la preocupante tendencia de radicalización de ciertos individuos que recurren a tácticas de engaño para ocultar sus intenciones.

Rubén explica cómo estas tácticas están avaladas por creencias religiosas extremistas y por qué las fuerzas de seguridad europeas tienen dificultades para detectarlas a tiempo.

No nos quedamos ahí. También profundizamos en la complicidad existente entre traficantes de personas, organizaciones humanitarias y algunos organismos estatales, que terminan facilitando la inmigración ilegal en lugar de combatirla. Con pruebas y datos sobre la mesa, cuestionamos la falta de acción por parte de los gobiernos y proponemos soluciones para frenar este fenómeno antes de que se convierta en una crisis incontrolable.

Este video es una llamada de atención sobre los problemas que enfrentamos como sociedad: el crecimiento de la inmigración ilegal, el aumento de la inseguridad y el desafío de combatir el terrorismo.

https://youtu.be/cucodUazR3s?si=jXTJOqZWNYSlq9en

De O apartidário a 10.12.2024 às 17:19

Notícias da Síria,mais um Estado islamico a caminho:

Os rebeldes sírios entraram e Damasco anunciaram o fim do regime de 50 anos liderado por Bashar al-Assad que fugiu do país de avião para um paradeiro desconhecido.

https://observador.pt/liveblogs/rebeldes-sirios-tomam-damasco-e-afastam-assad-que-esta-em-paradeiro-incerto/

De Ricardo a 10.12.2024 às 18:29

Acho bastante alucinante que se fale sequer na possibilidade de haver alguma espécie de democracia na Síria e (pasmem-se)com respeito pela dita diversidade existente naquele local do mundo.

De O apartidário a 10.12.2024 às 18:47

Realmente, essa da diversidade(no contexto conhecido da Síria e dos grupos em questão que tomaram agora o poder em Damasco)parece mais uma anedota entre várias outras que têm saído da boca de certas luminárias cá no Ocidente.

De O apartidário a 10.12.2024 às 17:21

Artigo de Rui Ramos no Observador 'Macrom e Montenegro' :

Outrora, sabia-se que Portugal era um país traduzido do francês. Foi Eça de Queiroz que o disse. Era no tempo em que os estudantes portugueses aprendiam francês. Hoje, aprendem inglês, mas nem por isso o chiste queirosiano deixou de ter sentido. Sim, a nossa política é ainda, em parte, adaptada do francês, e não apenas por via da União Europeia. Se repararmos bem, o que Luís Montenegro anda a tentar no governo em Portugal é uma cópia tardia do que o presidente Macron ensaiou em França. O projecto de Macron acaba de encalhar. Vale a pena perceber o que aconteceu ao original, porque talvez ajude a antever o destino da tradução.

A ideia era muito simples, e por isso irresistível, como todas as coisas aparentemente simples. As migrações descontroladas fizeram crescer a direita nacionalista. Ao mesmo tempo, as universidades americanas inspiraram à esquerda mais um episódio de epilepsia extremista, a que se deu o nome de wokismo. Em 2017, Macron viu a oportunidade: entre uma direita a que a esquerda chamava “fascista”, e uma esquerda que as pessoas sensatas passaram a achar “louca”, governar em nome do “centro moderado”.

Como talvez fosse de prever, o resultado foi um jogo de enganos. Pelo palco, Macron passou sob os mais variados disfarces: umas vezes, penitente “pós-colonial”; outras, polícia intransigente. Nas eleições, explorou o papão do “fascismo” para obter os votos da esquerda. No governo, invocou as urgências financeiras para exigir à direita que lhe viabilizasse o Orçamento. Nas últimas legislativas, juntou-se com a esquerda anti-semita. Agora, não se teria importado de continuar a governar apoiado nos “fascistas”. O que aconteceu esta semana era fatal: um consenso entre esquerda e direita para pôr fim à comédia. Os eleitores já se tinham cansado: o partido do presidente caiu de 308 deputados em 2017 para 98 este ano.

Para que serviu o ludíbrio macronista? Para a França chegar ao estado de “nova Grécia”, com um défice e uma dívida abissais. Podia ter sido de outra maneira? Não podia. Um governo entalado entre esquerda e direita aumenta a despesa, porque as votações têm de ser pagas. A política, quando lhe falta o ímpeto de uma visão, tende a reduzir-se às necessidades da mercearia. Constatámos isso por cá no debate do Orçamento. Mas França e Portugal não estão em situação de sustentar tantos equívocos e habilidades.

As sociedades ocidentais passam por mudanças que ameaçam a sua coesão social. Num mundo em que mandavam, estão agora sob pressão de potências hostis aos seus valores. É natural que se dividam sobre o que fazer. Macron, tal como Montenegro, aproveitou a divisão para tentar emergir como o “justo meio” entre dois “extremos”. Havia outro caminho? Havia: assumir a polarização, e liderar a estruturação de um dos campos políticos, de modo a governar com um suporte coerente e um rumo inteligível.

Em França, através da “Nova Frente Popular”, as esquerdas já se combinaram. Na Europa ocidental, com algumas excepções como a Itália, são as direitas que permanecem divididas. A esquerda é independente, e decide por si quando se junta e se separa. Mas uma parte da direita vive, por frouxidão ou conveniência, sob a tutela da esquerda. Por isso, acomodou-se às “linhas vermelhas” decretadas pelo esquerdismo. Uma liderança política à direita valerá pela autoridade que tiver para romper com esta limitação. Não se trata de resolver um problema de certos partidos, mas de toda a comunidade. Os países ocidentais só podem ganhar com a possibilidade, que apenas à direita existe, de uma governação reformista.

Rui Ramos no Observador https://observador.pt/opiniao/macron-e-montenegro-a-historia-francesa-de-portugal/

De O apartidário a 10.12.2024 às 17:26

Sobre a França actual no meu outro blog (um país a precisar de obras)

https://imagenssem.blogs.sapo.pt/uma-catedral-pode-ser-renovadaum-pais-127621

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