oplanetadosmacacospoliticos
Este blog apenas reporta a realidade, sem seguir cartilhas políticas ou ideológicas, nem apoia extremismos de esquerda ou direita.Não toma partido em questões geo-políticas(sem deixar de condenar crimes de Guerra) .
Quem é que Vai a Roma Agradecer ao Papa Quem é?
Sábado, 09.09.23

Serviu-nos bem este mito de Cristo,pensou em voz alta o ateu(?)e oportunista inquilino de S.Bento (talvez em convívio com um de seus ministros) e então porque não ir a Roma agradecer ao papa Francisco? Decidido. E mandou reservar viajem ainda para Setembro.
E quem é que aprovou a eutanásia quem foi?
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4 comentários
De O apartidário a 09.09.2023 às 17:45
No meu outro blog
https://imagenssem.blogs.sapo.pt/o-p apa-em-lisboa-56052
https://imagenssem.blogs.sapo.pt/o-p
De O apartidário a 10.09.2023 às 10:29
Portugal faz cada vez mais lembrar o samba do crioulo doido, se é que ainda se pode usar a expressão, atendendo ao radicalismo da rapaziada do wokismo. Temos um Presidente que gostava de ser primeiro-ministro, um Governo e um partido que sonham com o regresso da censura, um selecionador que se enganou na profissão e aspira a ser psicólogo, um presidente de Câmara que pôs o Dragão a arder, e um chefe de claque incendiário que quer vestir a pele de juiz. Somos ou não um país divertido?
Marcelo, já se sabia, ia fazer a vida negra ao Governo depois de ter sido despeitado no ‘caso João Galamba’. Desde esse momento que acabou o chapéu de chuva presidencial ao Executivo de António Costa, com Marcelo a ver à lupa todas as decisões governamentais. A última foi com o diploma ‘Mais Habitação’, que o Presidente arrasou, dizendo que não passa de uma utopia, que não vai resolver problema algum, até pelo contrário. Quem não tem casa vai continuar sem habitação, e os construtores vão retrair-se cada vez mais, segundo o Presidente e a generalidade dos entendidos na matéria.
O que fez o Governo perante tão esclarecedor chumbo? Colocou uma voluntariosa ministra a dizer que não vão mexer uma vírgula no diploma. Só faltou dizer que Marcelo está lelé da cuca. Agora, Marcelo já veio dizer que ainda falta a regulamentação do diploma e que terá uma palavra a dizer. Só falta escolher as espadas e marcar um duelo com Costa.
Já António Costa e os seus guardiões do templo descobriram agora que há fugas de informação do que se passa nas reuniões do Conselho de Estado, como se isso fosse uma grande novidade. Basta verem o que foi dito ao longo dos tempos para perceberem que umas vezes as fugas de informação lhes dão jeito, outras nem tanto. Parece até que na última reunião do Conselho de Estado o verniz estalou com os homens de Costa a indignarem-se com as fugas de informação, mas terão levado com a devida resposta.
O papel dos jornalistas é noticiarem aquilo que o comum dos mortais não tem acesso, e foi isso que fizeram e muito bem. Até por uma razão muito simples: não noticiaram nada que comprometa a segurança do país. Só que os costistas, com a sua maioria absoluta, já sonham com a censura a tais notícias. Nunca estivemos tão próximo da Venezuela. Daqui
https://sol.sapo.pt/artigo/806286/marce lo-a-primeiro-ministro-mendes-a-selecion ador
Marcelo, já se sabia, ia fazer a vida negra ao Governo depois de ter sido despeitado no ‘caso João Galamba’. Desde esse momento que acabou o chapéu de chuva presidencial ao Executivo de António Costa, com Marcelo a ver à lupa todas as decisões governamentais. A última foi com o diploma ‘Mais Habitação’, que o Presidente arrasou, dizendo que não passa de uma utopia, que não vai resolver problema algum, até pelo contrário. Quem não tem casa vai continuar sem habitação, e os construtores vão retrair-se cada vez mais, segundo o Presidente e a generalidade dos entendidos na matéria.
O que fez o Governo perante tão esclarecedor chumbo? Colocou uma voluntariosa ministra a dizer que não vão mexer uma vírgula no diploma. Só faltou dizer que Marcelo está lelé da cuca. Agora, Marcelo já veio dizer que ainda falta a regulamentação do diploma e que terá uma palavra a dizer. Só falta escolher as espadas e marcar um duelo com Costa.
Já António Costa e os seus guardiões do templo descobriram agora que há fugas de informação do que se passa nas reuniões do Conselho de Estado, como se isso fosse uma grande novidade. Basta verem o que foi dito ao longo dos tempos para perceberem que umas vezes as fugas de informação lhes dão jeito, outras nem tanto. Parece até que na última reunião do Conselho de Estado o verniz estalou com os homens de Costa a indignarem-se com as fugas de informação, mas terão levado com a devida resposta.
O papel dos jornalistas é noticiarem aquilo que o comum dos mortais não tem acesso, e foi isso que fizeram e muito bem. Até por uma razão muito simples: não noticiaram nada que comprometa a segurança do país. Só que os costistas, com a sua maioria absoluta, já sonham com a censura a tais notícias. Nunca estivemos tão próximo da Venezuela. Daqui
https://sol.sapo.pt/artigo/806286/marce
De O apartidário a 14.09.2023 às 14:30
O agressor bom e o agressor mau
Algo não bate certo quando se persegue um homem (Rubiales) que beija sem consentimento uma mulher, mas se homenageia um homem (Caetano Veloso) que manteve relações sexuais com uma menina de 13 anos.
14 set. 2023, 00:21 no Observador
O músico Caetano Veloso foi homenageado, pelo Estado português, com a medalha de Mérito Cultural, entregue esta semana pelo primeiro-ministro. No seu discurso, António Costa justificou a homenagem a partir de uma recordação de 1985, quando Caetano Veloso cantou um fado de Amália Rodrigues, momento que o primeiro-ministro descreveu como o “reencontro, o renascimento e a reabilitação do fado e de Amália aos olhos do público português” (uma vez que, desde a transição democrática, o fado havia ficado conotado com o regime do Estado Novo). Perdoem-me a frontalidade: a notícia deu-me a volta ao estômago. E, dois dias passados, constato como extraordinária — mas reveladora — a ausência de críticas ou protestos.
Em 1982, Caetano Veloso iniciou um relacionamento com uma menina de 13 anos (Paula Lavigne), com quem teve relações sexuais pela primeira vez na sua festa de 40º aniversário (são 27 anos de diferença de idade). A relação só foi tornada pública anos depois, em 1986, quando a rapariga já tinha 17 anos. Facto: em 1985, ano de referência do concerto em Lisboa que António Costa lembrou esta semana, Caetano Veloso mantinha uma relação amorosa e sexual com uma menor. De resto, não há qualquer dúvida sobre a relação ou os seus timings: Caetano Veloso e Paula Lavigne assumiram a relação, casaram-se (apesar de uma separação, hoje estão juntos) e foi a própria, em entrevista em 1998, quem partilhou os factos acima.
No Brasil, a relação de Caetano Veloso com uma menina de 13 anos foi sendo escrutinada repetidamente. Há quem argumente que, na década de 1980, ter relações sexuais com menores não era um crime previsto na lei brasileira, independentemente do consentimento (visto tratar-se de uma criança). Há quem considere que, não tendo havido queixa (nomeadamente dos pais), não haveria motivo para censurar a relação. Há quem defenda que se trata de uma bela história de amor. E há quem explore politicamente o caso, procurando diminuir o activismo político de Caetano Veloso (que apoiou Ciro e Lula) com acusações de pedofilia. Debates jurídicos e políticos à parte, só me interessam os factos: não há atenuantes, nem é minimamente aceitável que um homem de 40 anos tenha uma relação sexual com uma menina de 13 anos. À justiça o que é da justiça, sim, mas não é por não haver formalmente crime que devemos impedir-nos de um julgamento moral e ético.
Alexandre Homem Cristo no Observador
https://observador.pt/opiniao/o-agresso r-bom-e-o-agressor-mau/
Algo não bate certo quando se persegue um homem (Rubiales) que beija sem consentimento uma mulher, mas se homenageia um homem (Caetano Veloso) que manteve relações sexuais com uma menina de 13 anos.
14 set. 2023, 00:21 no Observador
O músico Caetano Veloso foi homenageado, pelo Estado português, com a medalha de Mérito Cultural, entregue esta semana pelo primeiro-ministro. No seu discurso, António Costa justificou a homenagem a partir de uma recordação de 1985, quando Caetano Veloso cantou um fado de Amália Rodrigues, momento que o primeiro-ministro descreveu como o “reencontro, o renascimento e a reabilitação do fado e de Amália aos olhos do público português” (uma vez que, desde a transição democrática, o fado havia ficado conotado com o regime do Estado Novo). Perdoem-me a frontalidade: a notícia deu-me a volta ao estômago. E, dois dias passados, constato como extraordinária — mas reveladora — a ausência de críticas ou protestos.
Em 1982, Caetano Veloso iniciou um relacionamento com uma menina de 13 anos (Paula Lavigne), com quem teve relações sexuais pela primeira vez na sua festa de 40º aniversário (são 27 anos de diferença de idade). A relação só foi tornada pública anos depois, em 1986, quando a rapariga já tinha 17 anos. Facto: em 1985, ano de referência do concerto em Lisboa que António Costa lembrou esta semana, Caetano Veloso mantinha uma relação amorosa e sexual com uma menor. De resto, não há qualquer dúvida sobre a relação ou os seus timings: Caetano Veloso e Paula Lavigne assumiram a relação, casaram-se (apesar de uma separação, hoje estão juntos) e foi a própria, em entrevista em 1998, quem partilhou os factos acima.
No Brasil, a relação de Caetano Veloso com uma menina de 13 anos foi sendo escrutinada repetidamente. Há quem argumente que, na década de 1980, ter relações sexuais com menores não era um crime previsto na lei brasileira, independentemente do consentimento (visto tratar-se de uma criança). Há quem considere que, não tendo havido queixa (nomeadamente dos pais), não haveria motivo para censurar a relação. Há quem defenda que se trata de uma bela história de amor. E há quem explore politicamente o caso, procurando diminuir o activismo político de Caetano Veloso (que apoiou Ciro e Lula) com acusações de pedofilia. Debates jurídicos e políticos à parte, só me interessam os factos: não há atenuantes, nem é minimamente aceitável que um homem de 40 anos tenha uma relação sexual com uma menina de 13 anos. À justiça o que é da justiça, sim, mas não é por não haver formalmente crime que devemos impedir-nos de um julgamento moral e ético.
Alexandre Homem Cristo no Observador
https://observador.pt/opiniao/o-agresso
De O apartidário a 16.09.2023 às 07:56
O vazio que ocupa Belém
Marques Mendes? Guterres? O palhaço Companhia? Após os estragos causados pelo prof. Marcelo, até um naperon cumpriria as funções com superiores coerência e empatia.
02 set. 2023, 06:38 no Observador
Instado a comentar o beijo do presidente da Federação Espanhola de Futebol a uma jogadora da selecção local, o prof. Marcelo respondeu: “Caros senhores, eu sou o presidente da República portuguesa. O meu cargo não é compatível com o comentário de insignificâncias, e a simples ideia de que o pudesse ser é francamente espantosa. Seria inadequado que eu falasse de insignificâncias em qualquer circunstância, e seria brutalmente ofensivo para os portugueses que o fizesse quando vivemos um momento crítico, uma crise económica, social e institucional sem precedentes próximos. É esta crise, que ameaça arruinar – e arruína – a sobrevivência digna de inúmeros cidadãos, que me deve inquietar – e inquieta. O resto não é assunto para um chefe de Estado, e sim para conversas de café e recintos de variedades. Tenham juizinho e passem bem. Bom dia!”
Estou a brincar. É claro que o prof. Marcelo não disse nada de vagamente parecido. Aliás, ninguém perguntou nada ao prof. Marcelo, que, ao contrário do rei de Espanha e de cerca de 100% dos estadistas da Terra com excepção do caricato sr. Sánchez, não apenas mencionou o famoso beijo como o fez de modo espontâneo e enquanto dissertava na Universidade de Verão do PSD: “Saí da Ucrânia a pensar o que é fazer política, o que é lutar por uma causa, até onde se deve lutar por uma causa, o que dá sentido à vida? É nestas situações extremas que se percebe o que é fundamental. E há coisas tão menores que ocupam a atenção das pessoas – por exemplo, se beijou melhor ou pior, ainda que tenha beijado, enfim…”
Depois, e só depois, é que os jornalistas o questionaram se se referia ao tal sr. Rubiales. E o prof. Marcelo, o mais alto magistrado da nação, prosseguiu com empenho e minúcia: “Uma questão de investigação de um crime de assédio sexual é uma questão grave, mas há questões mais graves, como seja a morte em guerra, de vidas humanas de um lado e de outro em número massivo. Portanto, em termos de destaque noticioso cada qual é livre, mas uma coisa é um ato criminoso individual para se investigar, outra é uma guerra com mortes e a vida humana vale sempre mais do que tudo isso.” Ou seja, o prof. Marcelo finge desvalorizar o vazio para criar um contexto em que possa comentar o vazio. É no vazio que o prof. Marcelo se sente bem.
Alberto Gonçalves no Observador
https://observador.pt/opiniao/o-vazio-q ue-ocupa-belem/
Marques Mendes? Guterres? O palhaço Companhia? Após os estragos causados pelo prof. Marcelo, até um naperon cumpriria as funções com superiores coerência e empatia.
02 set. 2023, 06:38 no Observador
Instado a comentar o beijo do presidente da Federação Espanhola de Futebol a uma jogadora da selecção local, o prof. Marcelo respondeu: “Caros senhores, eu sou o presidente da República portuguesa. O meu cargo não é compatível com o comentário de insignificâncias, e a simples ideia de que o pudesse ser é francamente espantosa. Seria inadequado que eu falasse de insignificâncias em qualquer circunstância, e seria brutalmente ofensivo para os portugueses que o fizesse quando vivemos um momento crítico, uma crise económica, social e institucional sem precedentes próximos. É esta crise, que ameaça arruinar – e arruína – a sobrevivência digna de inúmeros cidadãos, que me deve inquietar – e inquieta. O resto não é assunto para um chefe de Estado, e sim para conversas de café e recintos de variedades. Tenham juizinho e passem bem. Bom dia!”
Estou a brincar. É claro que o prof. Marcelo não disse nada de vagamente parecido. Aliás, ninguém perguntou nada ao prof. Marcelo, que, ao contrário do rei de Espanha e de cerca de 100% dos estadistas da Terra com excepção do caricato sr. Sánchez, não apenas mencionou o famoso beijo como o fez de modo espontâneo e enquanto dissertava na Universidade de Verão do PSD: “Saí da Ucrânia a pensar o que é fazer política, o que é lutar por uma causa, até onde se deve lutar por uma causa, o que dá sentido à vida? É nestas situações extremas que se percebe o que é fundamental. E há coisas tão menores que ocupam a atenção das pessoas – por exemplo, se beijou melhor ou pior, ainda que tenha beijado, enfim…”
Depois, e só depois, é que os jornalistas o questionaram se se referia ao tal sr. Rubiales. E o prof. Marcelo, o mais alto magistrado da nação, prosseguiu com empenho e minúcia: “Uma questão de investigação de um crime de assédio sexual é uma questão grave, mas há questões mais graves, como seja a morte em guerra, de vidas humanas de um lado e de outro em número massivo. Portanto, em termos de destaque noticioso cada qual é livre, mas uma coisa é um ato criminoso individual para se investigar, outra é uma guerra com mortes e a vida humana vale sempre mais do que tudo isso.” Ou seja, o prof. Marcelo finge desvalorizar o vazio para criar um contexto em que possa comentar o vazio. É no vazio que o prof. Marcelo se sente bem.
Alberto Gonçalves no Observador
https://observador.pt/opiniao/o-vazio-q